Adailton, Sensacional Noite Tudo Bem?

Ação Do Mês Da Mulher Reúne Mais De 800 Torcedoras No Tour Da Arena


Junho de 93, e a capa da Bizz caiu a dias do fechamento. Jargão de editor de revista - o que você tinha planejado com intenção de capa, por qualquer desculpa, tinha dado errado, e você era gratidão a inventar uma solução do dia afim de noite. Nem ao menos lembro o que era. Salvação: meu chefe José https://wallinside.com/post-64371054-o-que-e-amp.html com a gravadora do U2 uma audição do novo disco.


Toca eu pro Rio no dia seguinte, bate-volta. Em uma sala fechada pela BMG ouvi sozinho Zooropa, duas vezes, anotando feito anormal e copiando todas os detalhes do encarte, e voltei pra São Paulo. Saiu esse texto abaixo, parido em duas tardes, capa da penúltima Bizz que editei. Na verdade são 3 textos, o principal, um a respeito da nova turnê, e uma resenha do disco.


Foi inspirado por Neal Stephenson, autor de SnowCrash, e na leitura religiosa da revista Wired, minha bíblia na data. Utiliza o U2 para tratar do que me interessava naquele momento e prefigura os próximos passos do autor - a saber, solicitar demissão para começar minha própria revista, editora, negócio, vida adulta. https://www.evernote.com/shard/s637/sh/ba0b2e73-1f22-479b-a8b7-3ebf5399a5e7/0903ab8c094d1705800b006406339ee9 /p>

Não lembro de onde tirei tanta dica. Relendo, concluo que fornece com o intuito de ler até hoje, vinte e um anos depois, e levando em conta que eu tinha 27, até que me orgulho do efeito. E Zooropa continua sendo meu disco favorito do U2, meio o que eu aguardava que David Bowie fizesse naquela altura do campeonato, e não fez.



Curioso: neste texto em que http://dicasmkt51.qowap.com/14988592/as-vantagens-em-morar-de-aluguel-e-as-vantagens-em-ter-o-respectivo-im-vel é a principal protagonista, nenhuma vez aparece a expressão internet. O U2, grande bastião do “rock visceral”, produzindo hits pra discotecas? Uma banda católica, posando ao lado de modelos seminuas? Radicalizaram obviamente seu trabalho, com um disco ousadíssimo. André Forastieri tenta perceber o que se passa com esse universo muito incomum e tua superior banda de rock.



Um grupo de rock formado por 4 irlandeses está firmemente convencido de que cabe a eles compor a nova trilha sonora, catalisar os beats pelos quais todo o planeta dançará. Mais que isto, eles querem associar esse universo fragmentado de modificações contínuas de maneira artística e militante. Formar pontes de clareza e comunicação. Estar ali, pela divisa do futuro.


Surfar pela Terceira Onda. O disco Achtung Baby e sua simultânea Zoo Televisão Tour neste momento tentavam estabelecer as recentes regras do novíssimo jogo. Que não basta fazer música - é necessário participar! U2 (é bom recordar The Commitments: a Irlanda está pra Europa como os negros blueseiros para a América W.A.S.P.). Entretanto sem demora Bono Vox, The Edge, Larry Mullen e Adam Clayton redefiniram seu conceito de militância.


Não, o que está mudando o universo é - um, 2, três - a tecnologia. O mundo inteiro entende: na virada do milênio, http://dicastopmedicina07.diowebhost.com/11440471/como-fazer-um-dossi-em-10-minutos na televisão passa por realidade. A popularização do controle remoto tem mais peso político que os conchavos dos engravatados - e a explosão da interatividade fará de cada freguês cota de uma rede global de discernimento, dado, atuação e consumo.


O indício mais óbvio nesse novo universo está nas nossas caras: a MTV (uma vitrine empastelante criada única e exclusivamente pra vender discos!) ficou um instrumento político fundamental. Por que você descobre que Clinton se elegeu? É outro jogo, com outras regras e o envolvente é que o próximo estágio do capitalismo tem tuas regras pela música e pela cultura pop. O U2 sacou que esse universo novo é tão filho dos investimentos em tecnologia, que o Pentágono bancou nos anos 80, quanto do LSD.


Tão ligado ao marketing de guerra quanto ao espírito empreendedor da cultura punk. Economistas hardcore, samurais corporativos, futurólogos governamentais - todos concordam numa coisa: estamos passando de uma nação industrial pra uma nação informacional, em que o principal capital será o conhecimento. O setor estratégico da economia mundial, dizem os experts, passa prontamente a ser uma interface entre telecomunicações, informática e entretenimento. Tal que fazer uma “auto-rua informacional” virou prioridade do governo americano.


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